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domingo, 15 de novembro de 2015

EVOLUÇÃO
    Na tradição judaico-cristã, o universo e os seres vivos são um ato de criação divina.
A polêmica Criacionismo x Evolucionismo perdurou por muito tempo, e apenas nas primeiras décadas do séc.XX os conceitos básicos sobre evolução biológica se firmaram, mesmo na comunidade científica.
Na abordagem conhecida como Criacionismo (ou fixismo), os seres vivos foram criados perfeitamente adaptados ao seu ambiente, tendo permanecido inalterado desde o início da criação. No séc.XIX, o criacionismo veio a ser duramente contestado pelas descobertas dos geólogos, mostrando, entre outras coisas, que a Terra passa por grandes alterações de relevo e de clima. Cristalizava-se a noção de um grande dinamismo no planeta, levando alguns naturalistas a pensar na possibilidade de a vida ter sido afetada pelas mudanças ambientais. Firmava-se a idéia de que os seres vivos evoluem, adaptando-se ao meio de forma contínua e dinâmica.
No séc.XIX, a idéia e que os seres vivos evoluem – conhecida como Evolucionismo – suscitou grande polêmica nos meios científicos e clericais. Os primeiros evolucionistas utilizavam as evidências disponíveis na época (como os fósseis) para demonstrar seus pontos de vista.
Um fóssil pode ser uma fonte de informação a respeito de seres vivos que existiram em épocas remotas. No entanto o registro fóssil é bastante incompleto e muitos organismos do passado não deixaram marcas de sua existência O estudo dos fósseis é o campo de estudo da Paleontologia
Anatomia Comparada é outra evidência, pois mostra semelhança entre órgãos de seres de espécies diferentes, explicada pela existência e um ancestral comum.
A semelhança nos embriões de vertebrados – estudados pela Embriologia – mais evidentes nas primeiras etapas, também sugerem parentesco evolutivo.

Atualmente, com o desenvolvimento da Biologia Molecular, pode-se analisar o parentesco entre as espécies a partir da semelhança de suas moléculas de DNA, ou de proteínas. Ao longo do tempo foram-se acumulando diferenças entre as moléculas, e a quantidade de divergências deve ser proporcional ao tempo decorrido entre o aparecimento das espécies atuais e o eventual ancestral comum. Quanto mais distantes no tempo ocorreu a diversificação entre os ramos, mais diferentes são suas proteínas.

Evolução



Órgãos Homólogos.
Órgãos análogos
Órgãos vestigiais

sexta-feira, 26 de junho de 2015

História do Sangue.



Por que temos tipos sanguíneos diferentes?

De acordo com estudiosos, por volta de 30.000 a 40.000 a.C., os primeiros homens das cavernas que habitaram o planeta tinham o sangue do tipo O, e por isso este tipo é considerado um sangue primitivo. Nesta época todos tinham o mesmo tipo sanguíneo e por milhares de anos este foi o único tipo de sangue existente. É o mais freqüente ainda hoje. O tipo O marcou a ascensão do homem ao topo da cadeia alimentar. Ele era caçador ativo, todos comiam as mesmas coisas, respiravam o mesmo ambiente e tinham as mesmas doenças.
Mas, com o aumento da população, começaram as migrações e com isto novas populações foram se isolando e a variação se acelerou. Houve uma mudança da condição de caçador para um modo de vida mais “agrário-domesticador”. Então por volta de 25.000 a 15.000 a.C. na Ásia ou no Oriente Médio, surgiu o sangue do tipo A, nessa época o homem já era mais sociável e colaborativo.
O sangue do tipo B apareceu por volta de 10.000 – 15.000 anos a.C. na região da cordilheira do Himalaia, quando foi necessária a primeira grande adaptação foi ao clima e o ambiente bastante diferenciado. Era uma sociedade que mostrava muito inteligência e criatividade. Hoje em dia, o tipo B é encontrado dominante desde o Japão, Mongólia e China e o oeste da Europa. Os alemães e austríacos apresentam uma grande porcentagem de indivíduos de tipo B.
Novas linhagens foram surgindo, as mudanças se seguiram e não demorou muito surgiu o sangue do tipo AB, considerado hoje, o mais raro, pois só abrange de 2-5% da população mundial. Surgiu entre 500 a.C. e 900, como resultado da miscigenação do tipo A caucasiano com o tipo B dos mongóis. É como se fosse uma mescla entre as características de todos os outros grupos.
Assim, acredita-se que os diferentes tipos sanguíneos foram surgindo com a diferenciação e distanciamento das linhagens humanas. O surgimento se tornou necessário assim como a diferença em cores de pele, pelos, formato dos olhos, etc. Dizem que o apelido “sangue azul” foi determinado para o tipo sanguíneo AB devido a sua raridade!

Sangue



GRUPOS SANGUÍNEOS DO SISTEMA ABO
-O sangue é formado pelo plasma sanguíneo e por elementos figurados (hemácias, leucócitos e plaquetas).
-O sistema ABO de grupos sanguíneos da espécie humana é um caso de polialelia (vários alelos), com os genes A, B e O e os grupos sanguíneos A, B, AB e O.
-O grupo sanguíneo é determinado pela presença ou não de certos antígenos (corpo estranho) na membrana do glóbulo vermelho. Assim, pessoas do grupo A, apresentam um antígeno chamado aglutinogênio A; do grupo B, o aglutinogênio B; o AB apresenta os dois aglutinogênios e o grupo O não apresenta nenhum (na verdade seria o grupo zero, mas muitos dizem grupo ó). Além da presença de aglutinogênios nas hemácias, podem ser encontrados no plasma sanguíneos anticorpos contra esses aglutinogênios – as aglutininas anti-A e anti-B. O encontro desses anticorpos com os antígenos correspondentes provoca, em geral, acidentes durante as transfusões.
-Doação de sangue diferente, mas compatível, não deve ser mais que meio litro, por causa das aglutininas que o doador traz.

-Transfusões inadequadas causam queda de pressão arterial, vermelhidão ou palidez, desmaios e podem causar até a morte.




SISTEMA Rh
-Outro sistema de grupos sanguíneos é o sistema Rh, que envolve dois alelos: D e d.Esses genes podem indicar que o indivíduo é Rh+ (possui o antígeno RH) ou Rh- (não possui esse antígeno.
-Uma aplicação do sistema Rh é a prevenção da Eristroblastose Fetal, que ocorre quando uma mulher Rh-, casada com um homem Rh+ tem dois filhos Rh+. As hemácias do primeiro filho se transferem para o sangue da mãe, que é sensibilizada e passa a produzir anticorpos anti-Rh. Esses anticorpos poderão causar hemólise (destruição das hemácias) no feto se a mãe não tomar a INJEÇÃO  de anticorpos anti-Rh após o 1º parto.
-A injeção de anticorpos anti-Rh (erroneamente chamada vacina anti-Rh) deve ser aplicada até 72 horas após cada parto onde o filho for Rh+. (Isso para que não seja registrado no sistema imunológico e tenha já a rápida produção de anticorpos anti-Rh).
-Quando não se sabe o Rh de uma pessoa, usa-se o Rh-. Para um homem, pode-se usar o Rh+ uma vez só se ele for Rh-; numa mulher jamais (por causa da eritroblastose fetal).
Genótipo         Grupo     
DD ou Dd          Rh+                
Dd                       Rh-                  
                                                                                             
                                                                                                                                                                                                                                               

Grupos sanguineos do sistema ABO



domingo, 17 de novembro de 2013

Evolução, Lamark e Darwin.











EVOLUÇÃO - Introdução.

EVOLUÇÃO
    Na tradição judaico-cristã, o universo e os seres vivos são um ato de criação divina.
A polêmica Criacionismo x Evolucionismo perdurou por muito tempo, e apenas nas primeiras décadas do séc.XX os conceitos básicos sobre evolução biológica se firmaram, mesmo na comunidade científica.
Na abordagem conhecida como Criacionismo (ou fixismo), os seres vivos foram criados perfeitamente adaptados ao seu ambiente, tendo permanecido inalterado desde o início da criação. No séc.XIX, o criacionismo veio a ser duramente contestado pelas descobertas dos geólogos, mostrando, entre outras coisas, que a Terra passa por grandes alterações de relevo e de clima. Cristalizava-se a noção de um grande dinamismo no planeta, levando alguns naturalistas a pensar na possibilidade de a vida ter sido afetada pelas mudanças ambientais. Firmava-se a idéia de que os seres vivos evoluem, adaptando-se ao meio de forma contínua e dinâmica.
No séc.XIX, a idéia e que os seres vivos evoluem – conhecida como Evolucionismo – suscitou grande polêmica nos meios científicos e clericais. Os primeiros evolucionistas utilizavam as evidências disponíveis na época (como os fósseis) para demonstrar seus pontos de vista.
Um fóssil pode ser uma fonte de informação a respeito de seres vivos que existiram em épocas remotas. No entanto o registro fóssil é bastante incompleto e muitos organismos do passado não deixaram marcas de sua existência O estudo dos fósseis é o campo de estudo da Paleontologia
A Anatomia Comparada é outra evidência, pois mostra semelhança entre órgãos de seres de espécies diferentes, explicada pela existência e um ancestral comum.
A semelhança nos embriões de vertebrados – estudados pela Embriologia – mais evidentes nas primeiras etapas, também sugerem parentesco evolutivo.

Atualmente, com o desenvolvimento da Biologia Molecular, pode-se analisar o parentesco entre as espécies a partir da semelhança de suas moléculas de DNA, ou de proteínas. Ao longo do tempo foram-se acumulando diferenças entre as moléculas, e a quantidade de divergências deve ser proporcional ao tempo decorrido entre o aparecimento das espécies atuais e o eventual ancestral comum. Quanto mais distantes no tempo ocorreu a diversificação entre os ramos, mais diferentes são suas proteínas.